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a estória do meu verbo ler

Na passada segunda-feira celebrou-se o dia Internacional do Livro Infantil, que me levou a viajar no tempo e refletir na minha infância comparando-a com a das minhas filhas.

 

Queria trazer ao blogue uma lista dos meus livros infantis preferidos, na esperança de te motivar a lê-los aos teus filhotes ou netos ou na expectativa de partilhares comigo os teus. Depressa descobri que, na verdade, não tenho um conjunto de livros infantis que possa dizer: me tenham marcado especialmente. Não fui uma criança muito ligada às leituras, os livros que mais gostava eram aqueles que tinham muitas imagens para colorir e ausência de letras, de preferência. Já o meu irmão era um devorador de livros desde banda desenhada aos livros do Julío Verne, todos os que lhe caíssem nas mãos entregavam-no a horas intermináveis de leitura.

Os livros que me motivaram a começar a ler, foram os da Anita, que há pouco tempo ganhou outro nome qualquer mais difícil de lembrar. Pouco mais tarde, fiquei fã do Patinhas e em especial da Mónica e do Cebolinha, assim era a qualidade dos registos que me incentivavam a perder algum tempo com a leitura, talvez por isso desse tantos erros nos ditados e levasse tantas reguadas.

Mesmo hoje não me considero uma leitora ávida nem tão pouco exigente, gosto de estórias de amor, em especial quando são passadas em lugares que admiro e que me permite viajar até eles, gosto de estórias que me façam conhecer melhor temas que não domino, como o vinho, a comida italiana, o tango; estórias que me fazem abrir para conhecer e ter novas experiências, que talvez de outra forma nunca sequer me passariam pela cabeça. Gosto de estórias simples porque vejo na leitura um momento para descansar a cabeça dos meus dias tão intensos e às vezes complicados; gosto de personagens que me façam sentir empatia e que me façam perceber outras formas de agir e pensar.
Admito dizer que o livro mais intelectual que li possa ter sido o "Ensaio sobre a cegueira" que adorei mas que me esgotou e que não conseguiria ler dois livros do género no mesmo semestre ou até no mesmo ano.

 

Comecei a interessar-me por leituras com menos desenhos quando me decidi a ir à "biblioteca" do meu irmão buscar qualquer coisa para ler. Li o primeiro livro dos cinco " A cidade" e depressa soube que queria ler a coleção toda. Li "O Meu Pé de Laranja Lima" que me ofereceu coragem para me lançar noutras estórias, experimentei "Os capitães da Areia" e depressa vi-me a ler os "Filhos da Droga". Claro que isto tudo de uma forma alongada no tempo cheio de outros livros pouco marcantes.

Hoje vejo a minha filha mais velha (6 anos) de livro na mão, teimosamente e lentamente a juntar letras, a entender palavras e a ler livros de estórias simples mas de aventuras que ela transporta para o seu quotidiano. Hoje leio e coleciono os livros infantis que vou partilhando com as minhas filhas. Nelas encontro inspiração para as estórias infantis que vou escrevendo e delas tiro a motivação para ler os livros que, com a idade delas, não li.

Esta não é a lista de livros infantis que mais gosto, é a lista de livros infantis que mais gostei ou gostarei de ler com elas:

* A memória de Giz - Agustina Bessa Luís

* Era uma vez um alfabeto - Olive Jeffers

* O dia em que os lápis desistiram - Drew Daywatt

* O dia em que os lápis voltaram a casa - Drew Daywatt

* Como apanhar uma estrela - Olive Jeffers

* Há um monstro no teu livro - Tom Fletcher

 

Gosto muito dos livros em que Oliver Jeffers participa seja apenas com ilustração seja com texto+ilustração.

E tu? Sempre gostaste de ler? Qual o livro infantil que me recomendarias? ♥

 

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